A importância da comunicação para a Igreja
Categoria: Igreja em saída

Quando falamos em comunicação supõe-se sempre uma mensagem, um emissor e um receptor. É um processo de transmissão de mensagens, conteúdos e informações a outra(as) pessoa(as). Hoje existem várias maneiras de transmissão dessa mensagem, sobretudo na nossa paróquia a utilização além do púlpito, também do telão, do jornal e da internet (o site e a página do facebook).

Nossa mensagem é a Boa Nova, Boa Notícia (evangelion - grego), o Evangelho, ou seja a chegada do Reino de Deus presente em Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja em sua missão evangelizadora tem que comunicar Jesus Cristo, Senhor da Vida, nosso Salvador. Portanto, a Igreja é a emissor dessa mensagem e os receptores são os homens e mulheres presentes em toda a face da terra.

"A principal imagem da Igreja é Cristo nos mistérios da encarnação, morte e ressurreição. Sendo assim, a Pastoral da Comunicação tem uma importância muito grande na vida de qualquer paróquia, pois tudo o que é feito e realizado em nossas comunidades tem como objetivo a evangelização"1

"Sabemos que não existe evangelização sem comunicação. Evangelizar implica necessariamente em comunicar. Até mesmo o testemunho de vida como ação evangelizadora é um pressuposto e também forma de comunicação. O ato de testemunhar é comunicar com a própria vivência a mensagem do Evangelho. As pessoas testemunham, porque outras entendem e captam a mensagem que elas transmitem através da sua forma de viver. E as mudanças rápidas das tecnologias de comunicação têm a ver com a vivência da fé cristã, quando pensamos, por exemplo, que estamos imersos numa cibercultura, a cultura virtual, que expressa o surgimento de um novo universal, sem totalidade. Um universo de técnicas, de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem e que exercem influência sobre a fé e a vivência da religiosidade."2

"Neste contexto, independentemente das tecnologias, a comunicação na Igreja deve ter como objetivo inserir-se no diálogo com os homens e as mulheres de hoje, para compreender as suas expectativas, dúvidas, esperanças".3

"Esta presença é necessária para levar ao encontro com Cristo. A Igreja é capaz disto?, questionou o Papa. "Também aqui no contexto da comunicação, é preciso uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração. Temos um precioso tesouro para transmitir, um tesouro que gera luz e esperança. E há tanta necessidade disso!", afirmou, alertando para uma cuidadosa e qualificada formação de sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos".4

"Queridos amigos, é importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro de Cristo, na certeza, porém, de que somos meios e que o problema fundamental não é a aquisição de tecnologias sofisticadas, embora necessárias para uma presença atual e válida. Esteja sempre bem claro em nós que o Deus em quem acreditamos, um Deus apaixonado pelo homem, quer manifestar-Se através dos nossos meios, ainda que pobres, porque é Ele que opera, é Ele que transforma, é Ele que salva a vida do homem", ressaltou o Santo Padre."5

Neste sentido fica claro para todos nós a importância da comunicação na vida da Igreja e portanto, também da nossa paróquia. Queremos com a ajuda dos fiéis chegar cada vez mais longe com o anúncio do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus nos confirme neste bom propósito.

1. Dom Orani João Tempesta, A importância da Comunicação na vida da Igreja.
2. Idem
3. Papa Francisco, A importância da Comunicação para a Igreja.
4. Idem
5. Idem

Em março deste ano foi realizada na paróquia uma pesquisa para selecionar os conteúdos que o paroquiano mais queria ver no nosso novo site. A equipe de desenvolvimento da Pascom - Pastoral da Comunicação - vem trabalhando desde então para oferecer estes conteúdos ao nosso público. Abaixo apresentamos um gráfico que resume os resultados dessa pesquisa. Esperamos cada vez mais nos aproximarmos destes objetivos e fazer do site cada vez mais uma ferramenta em prol da comunidade.


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Arrecadação e Desperdício
Categoria: Dimensão social

Ao pagar seis mil e duzentos reais de impostos, exclamou a irônica mãe de família: -"Eu saberia onde gastá-los sem desperdiça-los. Duvido que o Governo faça o mesmo!"

Semanalmente somos colocados diante de mais um escândalo de dinheiro público desviado de particulares. É o ralo por onde escapam os impostos, porque são muitos... Mas o Governo não fica sem o dinheiro do cafezinho, do pão de queijo, da meia ou da frauda que a mãe comprou para o seu bebê.

Fazemos parte de um país cujo Governo se acostumou a arrecadar e a não devolver. Ele emprega mal e paga mal, porque em alguns casos paga menos que deveria e, em outros, paga em excesso. A presidente da República tem salário menor do que alguns funcionários de segundo escalão. A casuística em geral rima com desperdício...

Certamente seríamos muito mais que a sexta economia do mundo se não fôssemos um dos dez países mais corruptos do planeta. Não é verdadeiro o slogan que "o brasileiro rouba, mas faz". Apenas alguns brasileiros ao redor do poder roubam e em geral não fazem... Na administração há os honestos que gostariam de ser bons prefeitos, bons governadores e bons presidentes e por convicção são incapazes de roubar um alfinete do povo. Mas entram com a melhor das intenções e no sincero desejo de arrecadar o suficiente para poder melhorar a vida dos mais pobres. Aí vêm as pressões dos corruptos e dos grupos de poder que sabem aonde está o dinheiro e como arrancá-lo. Em pouco tempo o politico bem intencionado ou se cala, ou morre, ou renuncia. E mais um bando de bandidos infiltrados na política esfregam às mãos de contentes. Venceram!

Entre eles e os traficantes, a única diferença é o tipo de tráfico. Mas ambos traficam: ou com tóxicos ou com dinheiro desviado do povo. Não sentem o menor remorso: coisa de psicopata. O Brasil é uma nação ferida pela corrupção endêmica. O agente arrecadador lembra o sujeito que, cada vez que senta à mesa, precisa de cinco pratos para saciar seu enorme apetite e nunca está satisfeito. Somos o país do desperdício: desperdiçamos agua, cereais, comida e impostos muito bem recolhidos e muito mal preservados ou aplicados.

Um dia talvez votaremos nas pessoas certas. E elas vencerão a máquina de desviar fundos municipais e nacionais. Mas enquanto não votarem pró reformas vai ser difícil votarmos nas pessoas certas. Não votam por quê? Você sabe?


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10 atividades familiares para o tempo livre
Categoria: Família

Descansar não significa ficar sem fazer nada, mas sim sair da rotina: saiba como fazer isso de maneira saudável e divertida.

O tempo livre pode ser muito produtivo quando aproveitado para realizar atividades em família sem impor um horário tão exigente que lembre a rotina do trabalho ou da escola.
No entanto, a melhor maneira de descansar não consiste em fazer absolutamente nada, e sim em realizar atividades diferentes das que fazemos habitualmente.
Apresentamos, a seguir, algumas dicas de atividades para os finais de semana e momentos de lazer da família:

1. Praticar esportes: dedicar um tempo aos esportes é sempre uma boa ideia. Aos finais de semana e nas férias, pode ser útil fazê-lo com mais frequência ou aprender um esporte novo.
2. Organizar passeios: saídas ao campo, passeios de bicicleta etc. são momentos para que a família saia da rotina e conheça lugares novos.
3. Ajudar em casa: oferecer ajuda em casa deve ser um hábito cotidiano, mas quando temos mais tempo podemos concretizar isso em coisas que envolvem uma maior dedicação.
4. Brincar em casa ou ao ar livre: brincar ou jogar em família é sempre saudável e há opções para todas as idades.
5. Organizar festas familiares: preparar aniversários e reuniões familiares são atividades que podem envolver todos os membros da família, como uma grande equipe, de maneira divertida e formativa.
6. Fazer visitas culturais: a visita a museus e exposições é uma oportunidade de aprender, mas é preciso tentar que seja atrativa para todos.
7. Ajudar o próximo: fazer caridade em família é uma maneira de crescer juntos.
8. Cultivar hobbies: o tempo livre é sempre um bom momento para descobrir novos hobbies e ensinar os filhos a ser constantes - sempre compartilhando ideias, não impondo.
9. Visitar familiares, amigos, doentes: estar com parentes distantes, jantar com amigos ou fazer companhia para alguém doente são atividades que podem ser realizadas com mais calma aos finais de semana.
10. Atividades de maior duração: aprender um idioma, compartilhar uma convivência com amigos e outras atividades que geralmente não conseguimos encaixar na agenda dos dias úteis.


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Há quem diga que o amor é um riacho...
Categoria: Juventude

É bonito,
É bonito
e é bonito!

Existe um jeito de amar ao qual se chama ÁGAPE. É o amor de quem comunga junto todas as experiências da vida. Não pára no sexo, não depende de sexo, pode existir sem sexo.

É partilha de tudo: alegrias, lágrimas, esperanças, verdades e segredos, cruzes e transfigurações, momentos bons e ruins, longe, perto, em todas as circunstâncias.

É sereno, bonito e abrangente. Não gravita em torno do prazer carnal, e, sim, da alegria de estar junto e de sonhar juntos e serenos.

O amor ÁGAPE não nega nem teme a sexualidade, mas sabe assumi-la no seu contexto pleno. Se é amizade, é amizade; se é namoro, é namoro; se é casamento, é casamento.

Os impulsos são controlados e canalizados em função da relação que os dois decidiram viver.

O amor ÁGAPE nunca é atrevido, nunca se descontrola, não força o outro a nada, não perde a cabeça, não passa dos limites, não faz agora, para se arrepender depois.


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A Riqueza do Catecismo da Igreja
Categoria: Processo catequético

Podemos dizer que o Catecismo põe fim a todo "achismo ou achologia" dentro da Igreja...

Uma das maiores graças que recebemos de Deus, pelas mãos do Papa João Paulo II, foi o novo Catecismo da Igreja Católica. No discurso aos Bispos em Santo Domingo, no dia 12/10/92, na VI reunião do CELAM, referindo-se ao Catecismo que acabara de aprovar, o Papa disse:

"Recentemente aprovei o Catecismo da Igreja Católica, que recomendo como o melhor dom que a Igreja pôde fazer aos Bispos e ao povo de Deus. Trata-se de um valioso instrumento para a nova evangelização, onde se compendia toda a doutrina que a Igreja deve ensinar".

É preciso notar, que o Papa diz que o Catecismo é o "melhor dom" que a Igreja pôde fazer...

Nele encontramos um resumo excelente de toda a doutrina católica. Sabemos que um dos problemas mais graves da nossa Igreja é a falta de conhecimento da doutrina por parte da maioria do nosso povo. Isto deixa-o à mercê das seitas proselitistas.

Ao apresentar o Catecismo para toda a Igreja, através da Constituição Apostólica Fidei Depositum, o Papa ressaltou muitas coisas de grande importância. Sobre o valor doutrinal do texto, afirmou:

"O Catecismo da Igreja Católica, que aprovei no passado dia 25 de julho [1992], e cuja publicação hoje ordeno em virtude da autoridade apostólica, é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica, pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como uma norma segura para o ensino da fé..."

Com ênfase o Papa pede que todos (Pastores e fiéis) usem assiduamente o Catecismo:

"Peço portanto aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de Comunhão, e que o usem assiduamente ao cumprirem a sua missão de anunciar a fé e de convocar para a vida evangélica".

E repete a sua importância:

"Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica".

"O Catecismo da Igreja Católica, por fim, é oferecido a todo homem que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. 1 Pe 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê".

Essas palavras do Papa deixam claro a importância enorme do Catecismo para a Igreja e para cada um de nós que quiser serví-la. Este é o "texto de referência", seguro e autêntico.

Daqui para a frente, ninguém mais pode viver o Catolicismo "a seu próprio modo", como se a Igreja não tivesse uma doutrina oficial. Ninguém poderá discordar dos seus ensinamentos, ainda que seja um teólogo, padre, bispo ou até cardeal.

Podemos dizer que o Catecismo põe fim a todo "achismo ou achologia" dentro da Igreja. Com a publicação do Catecismo devem acabar as "opiniões próprias" em discordância com a doutrina oficial da Igreja, que tanto mal fazem aos fiéis.

Ao discursar aos Bispos do Brasil, do Regional Centro-Oeste da CNBB, que estiveram em visita "ad limina apostolorum", em Roma, em 29/1/96, o Papa falou da importância do Catecismo para formar bem a consciência do povo:

"Formai-lhe a consciência reta, coerente e corajosa. Deixai-me deste modo insistir sobre a conveniência de valerem-se todos do Catecismo da Igreja Católica... para uma correta interpretação desta e de outras verdades da nossa fé".

Para facilitar o seu uso como o "texto de referência" da fé e da moral católica, o Catecismo traz no seu final um Índice Temático, valiosíssimo, para que possamos fazer consultas rápidas. Cada um dos seus 2865 parágrafos é numerado, e, após as palavras chaves do Índice Temático, temos os números dos parágrafos que tratam do assunto procurado. Assim, por exemplo, se você quer saber a doutrina oficial da Igreja sobre o Purgatório, basta procurar no Índice Temático essa palavra, e logo em seguida a ela, encontrará os números 1030s.,1472. Basta procurar esses parágrafos e você terá o ensinamento sobre o Purgatório.

Foram os Bispos do mundo inteiro que pediram ao Papa a elaboração do novo Catecismo. Quando o Concílio Vaticano II completou 20 anos, em 1985, o Papa convocou em Roma, um Sínodo de Bispos do mundo todo, para avaliar os 20 anos do Concílio. Ao término do Sínodo, os Bispos foram unânimes em pedir ao Papa o novo Catecismo. O motivo do pedido foi para que ficasse claro para toda a Igreja, a sua doutrina oficial, nem sempre conhecida e obedecida por todos. O Papa, então, convocou uma equipe de 12 Cardeais, presidida pelo Cardeal Ratzinguer, Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, para prepará-lo. Para auxiliar essa equipe, foi constituída uma outra equipe de sete Bispos peritos em catequese.

Quando a primeira versão ficou pronta, o Papa mandou-a para todos os Bispos (cerca de 3000), opinarem e darem as suas sugestões. Após isto, ele aprovou-a em julho de 1992.

Sem dúvida é um marco na história da Igreja, pois este é o Segundo Catecismo oficial. O primeiro foi elaborado pelo Papa S. Pio V após o Concílio de Trento, em 1566, (Catechismus ex Decreto Convilil Tridentini ) que fez frente à Reforma Protestante. É importante notar as circunstâncias em que a Igreja elaborou o primeiro Catecismo, chamado Romano. Foi para enfrentar a enxurrada de heresias do protestantismo, que ameaçava a fé católica em toda a Europa. O novo Catecismo atualizou o primeiro, sem nada revogar sobre os dogmas da fé. Muitos problemas surgiram nestes 430 anos que nos separam da elaboração do primeiro.

Da mesma forma que o Catecismo Romano foi elaborado para expor com clareza a fé católica, então conturbada por Lutero e seus seguidores, o novo Catecismo nos é dado hoje pelo Espírito Santo, como um instrumento poderoso de evangelização, de acordo com o Magistério da Igreja, a Tradição e a Bíblia. Ele é a mais autêntica interpretação da Revelação divina, oral e escrita. Podemos então, caminhar com a Bíblia numa das mãos e o Catecismo na outra. Assim estaremos seguros na fé.

No dia 15 de agosto de 1997 o Santo Padre, através da Carta Apostólica Laetamur Magnopere, aprovou e promulgou a edição típica latina do Catecismo. É a versão final do Catecismo. Na ocasião o Papa disse estas palavras:

"A Igreja dispõe agora desta nova e autorizada exposição da única e perene fé apostólica, que servirá como instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial, e também como texto de referência segura e autêntica".

"A catequese encontrará nesta genuína e sistemática apresentação da fé e da doutrina católica uma via plenamente segura, para apresentar com renovado impulso ao homem de hoje a mensagem cristã em todas e em cada uma de suas partes".

"A inteira atividade catequética poderá conhecer um novo e difundido impulso junto do Povo de Deus, se souber usar e valorizar de maneira adequada este Catecismo pós conciliar".

"Multíplice e complementar é o seu uso, que se pode e se deve fazer deste texto, para que se torne, cada vez mais 'ponto de referência' para a inteira ação profética da Igreja, sobretudo neste tempo em que se adverte, de maneira forte e urgente, a necessidade de um novo impulso missionário e de um relançamento da catequese".

"Ele representa um válido e seguro instrumento para os presbíteros na sua formação permanente e na pregação; para os catequistas na sua formação remota e próxima para o serviço da Palavra; para as famílias no seu caminho de crescimento rumo ao pleno exercício das potencialidades ínsitas no sacramento do matrimônio".

"Os teólogos poderão encontrar no Catecismo uma autorizada referência doutrinal para a sua incansável investigação".

"De modo geral, será mais do que nunca útil para a formação permanente de todo cristão que, consultando-o tanto de maneira contínua como ocasional, poderá redescobrir a profundidade e a beleza da fé cristã, e será conduzido a exclamar com as palavras da Liturgia Batismal: "Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja". E gloriamo-nos de a professar em Cristo Jesus nosso Senhor( Rito da celebração do Batismo)."

"Convido o clero e os fiéis a um contato frequente e intenso com este Catecismo, que confio de modo especial a Maria Santíssima..."

E o Papa termina dizendo:

"Repetir-se-á assim, de algum modo, a estupenda experiência do tempo apostólico, quando cada crente ouvia anunciar na própria língua as grandes obras de Deus (cf.At 2,11)."

"Num certo sentido, poder-se-ia aplicar a esta circunstância a expressão paulina: "Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti" (1Cor11,23)."


Retirado do livro: Entrai pela porta estreita, Editora Cléofas.


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